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Resumo da semana de 8 a 12 Mar.
As bolsas europeias e norte-americanas valorizaram pela segunda semana consecutiva, sustentadas pela especulação do valor que a União Europeia vai “oferecer” à Grécia para ajudar a conter o défice público e o crescimento acima do esperado das vendas a retalho nos Estados Unidos. Na semana, as variações dos principais índices ficaram no intervalo de menos 0.6% na China e mais 3,7% no Japão. Em termos anuais, o índice accionista S&P500 valorizou cerca de 70%, tendo registado o melhor desempenho de 12 meses verificado desde 1930.
EUA Wall Street celebrou esta semana o primeiro aniversário da recuperação das bolsas face aos mínimos de 12 anos atingidos no ano passado, com os investidores a revelarem confiança na recuperação da maior economia do mundo, sustentada por dados económicos positivos divulgados recentemente, como a estabilização do desemprego em Fevereiro, o aumento da produção industrial no último trimestre de 2009 e ainda, o crescimento inesperado das vendas a retalho do mês de Fevereiro, apesar dos consumidores norte-americanos enfrentarem uma época de nevões mais agressiva que o habitual. O índice S&P 500 encerrou assim esta semana no nível mais elevado desde Outubro de 2008, valorizando 1%, o Dow Jones subiu 0.6% e o Nasdaq +1.78%.
EUROPA As bolsas europeias subiram pela segunda semana consecutiva, sustentadas pela especulação do valor que a União Europeia vai “oferecer” à Grécia para ajudar a conter o défice público. É possível que a ajuda financeira à Grécia, seja na ordem dos 55 mil milhões de euros. Por cá, a bolsa nacional terminou a semana a valorizar apenas 0.14%, com o índice PSI20 a aproximar-se dos 8.000 pontos. Em destaque estiveram as acções da Altri que valorizaram 9,2% para a casa dos 4,99 EUR, impulsionadas pela perspectiva de subida dos preços da pasta de papel de referência na Europa.
ÁSIA Nos mercados asiáticos, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio destacou-se dos seus congéneres ao valorizar 3.7% impulsionado pela especulação de que o Banco Central do Japão vai aumentar a liquidez do sistema financeiro. Na China, o índice de Xangai terminou a semana a perder 0.6% penalizado pela divulgação da inflação chinesa superior à prevista e pelo intensificar dos receios de um possível aumento das taxas de juro.
MERCADORIAS O preço do barril de petróleo terminou a semana acima dos 81 dólares tendo atingido, na semana o valor mais elevado dos últimos dois meses em Nova Iorque, nos 82,4 dólares.
CAMBIAIS O euro valorizou na semana cerca de 1% face ao dólar, cotando-se agora nos 1,3770 dólares por euro. Desde o início do ano o euro acumula uma perda de 4% face ao dólar.
TAXAS DE JURO As taxas Euribor registaram quedas nos prazos mais curtos e subidas nos prazos mais longos. Com a expectativa de que o BCE comece a subir a taxa de juro de referência até ao final deste ano, espera-se que as Euribor acompanhem esta tendência. A Euribor a 6m fixou-se na 6ªf. nos 0.958%. EUROPA Os indicadores económicos mais importantes da semana serão conhecidos na 3ªf.: os dados relativos à inflação (de Fev.) e à balança comercial (de Jan.) da Zona Euro.
EUA Esta semana, os dados económicos mais relevantes serão o da inflação de Fev. que será divulgado através de 2 índices: o de preços no produtor (na 4ªf.) e de preços no consumidor (na 5ªf.); e, a decisão de manutenção das taxas de juro pela Reserva Federal (na 3ªf.). Na 2ªf. serão conhecidos os dados da produção industrial de Fev. e na 3ªf. os dados relativos à construção de novas habitações.
ÁSIA No Japão, o Banco Central reunirá na 3ª e 4ªf. para decidir a sua política monetária (de taxas de juro). |