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Resumo da semana de 1 a 5 Mar.
As bolsas de valores da Península Ibérica subiram seis sessões consecutivas impulsionadas pelos bons indicadores económicos do sector da manufactura na UE e do emprego nos EUA, e pela expectativa de que as medidas de austeridade gregas aliviem os receios dos investidores. Na semana, destacaram-se os índices PSI20 que valorizou 5,4% e o IBEX35 que subiu 6,6%. A bolsa de Xangai perdeu 0,6% e foi a única a que terminou em terreno negativo.
EUA A semana económica ficou marcada positivamente pela notícia de que os consumidores norte-americanos aumentaram, pelo quarto mês consecutivo, o nível da despesa em Janeiro, sinalizando que a maior componente da economia (o consumo) poderá contribuir para retoma económica e pelo relatório do emprego que revelou que o número de postos de trabalho nos EUA caiu menos do que o esperado, em Fevereiro. A contra balançar estes bons dados esteve o anúncio da FED que revelou no seu 'Livro Bege' que a economia do país mostrou sinais modestos de expansão em Janeiro e Fevereiro, e adiantou que a procura de crédito e o mercado imobiliário permanecem fracos. Na semana, o Dow Jones subiu 2,3%, o S&P +3,1% e o Nasdaq +3,9%.
EUROPA Na semana, foi divulgado o índice do sector da manufactura que melhorou em todos os maiores países europeus excepto na Espanha. Na Europa, as atenções dos investidores continuaram centradas nas medidas de austeridade económica apresentadas pelo Governo da Gréca. O primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou um corte de 4,8 mil milhões de euros no défice público para o reduzir este ano para os 8,7%. O Banco de Inglaterra manteve a sua taxa de juro de referência nos 0,5%, onde se mantém desde Março de 2009. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, decidiu também manter a taxa directora nos 1% e disse prever que a economia da Zona Euro recupere de forma lenta. As bolsas europeias de Londres, Frankfurt e Paris terminaram com valorizações na casa dos 5%.
ÁSIA Na Ásia, a bolsa de Xangai foi a única que caiu na semana, penalizada pelos receios de que as medidas restritivas à concessão de crédito possam afectar o crescimento chinês. No Japão, o ministro das finanças Naoto Kanto pressionou o Banco Central para tomar medidas monetárias mais eficazes de combate à deflação. O dado económico mais relevante foi a queda da taxa de desemprego para 4,9%. O índice nipónico Nikkei valorizou 2,40% na semana.
MERCADORIAS O preço do barril de Petróleo terminou a semana nos 81 dólares, subindo 2,3%. A onça de Ouro valorizou 1,5% na semana, terminando na casa dos 1.135 dólares.
CAMBIAIS A taxa de câmbio do Euro/Dólar terminou na casa dos 1.3620. Durante a semana, o Euro depreciou-se depois do lendário investidor George Soros ter dito que a união monetária "está a ser severamente testada" e que "o euro poderá não sobreviver". Porém, as medidas tomadas pela Grécia fizeram com que o Euro recuperasse e terminasse no mesmo nível da semana passada. EUROPA Na 2ªf. serão conhecidas as vendas a retalho na Alemanha e na 6.ªf. será divulgada a produção industrial da zona euro, a qual deverá ter mantido a sua tendência ascendente em Fevereiro. No Reino Unido, será conhecido na 3ªf. o défice comercial e na 4ªf. a produção industrial, esta poderá registar o seu primeiro ganho verificado desde o início de 2008. Na 5ªf., o Banco Central suíço deverá manter a taxa de juro nos 0,25%.
EUA Esta semana, espera-se (na 5.ªf.) uma queda nos pedidos iniciais de subsídio de desemprego e que o défice comercial diminua em função de uma queda das exportações inferior à das importações. Na 6.ªf. serão divulgadas as vendas a retalho que possivelmente serão menores em Fevereiro devido às condições meteorológicas adversas, e ainda o sentimento económico dos consumidores.
ÁSIA No Japão, o crescimento do PIB de 4,6% no quarto trimestre, poderá ser revisto (na 5.ªf.) ligeiramente em baixo. Na China, serão divulgados os dados da produção industrial e das exportações que podem ter crescido a um ritmo mais moderado em Fevereiro devido aos feriados do novo ano lunar.
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