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Resumo da semana de 23 a 27 Ago.
Ao longo da semana, foi palpável a tensão crescente entre os investidores em relação ao aguardado discurso do Presidente da Reserva Federal Americana – Ben Bernanke – que se reuniu 6.ª feira com os responsáveis do Banco Central Europeu e Banco Central do Japão, em Jackson Hole, no Wyoming, Estados Unidos. No essencial, Bernanke referiu que espera que a economia americana continue a crescer em 2011 e nos anos seguintes, assinalando que poderá não ser necessária a tomada de medidas adicionais pela FED, embora esta esteja apta para agir se tal se tornar necessário para impulsionar a economia e evitar um cenário de deflação, cenário considerado improvável no momento presente. Na passada semana, os principais mercados accionistas negociaram com uma tendência negativa: nos Estados Unidos, os 3 principais índices de referência registaram desvalorizações entre -0,6% e -1,2%, assim como na Europa, com excepção do Footsie inglês (+0,1%), os restantes benchmarks terminaram a semana todos em terreno negativo. Na Ásia, com excepção do índice de Singapura, todos os principais índices de acções terminaram a semana em terreno negativo.
EUA Os principais índices accionistas americanos registaram um comportamento negativo na passada semana, apesar da recuperação verificada na tarde de 6.ª feira (a partir das 16 horas), após o discurso de Bernanke perante os responsáveis dos principais Bancos centrais. Bernanke defendeu que a economia americana enfraqueceu mais do que o esperado, estando a Reserva federal pronta para adoptar as medidas necessárias para suportar a economia. Perante o “mix” das referências feitas por Bernanke, os investidores decidiram focar-se na perspectiva do “copo meio cheio” e “voltaram ao mercado”, levando os índices e valorizar-se na sessão de 6ª feira, em média 1,5%, comportamento que atenuou as perdas verificadas na semana. Os indicadores económicos divulgados na semana voltaram a evidenciar uma economia em abrandamento, com os dados relativos ao imobiliário, encomendas de bens duradouros e PIB a revelarem-se decepcionantes. Na presente semana, aguarda-se com expectativa a divulgação do relatório da situação do mercado de trabalho e a evolução da taxa de desemprego no mês de Agosto.
EUROPA A negociação nos mercados de acções europeus na passada semana voltou a ser marcada pela reduzida liquidez, própria do final do mês de Agosto. Entre os principais índices europeus, o footsie inglês foi o único a alcançar uma performance positiva, impulsionado pela divulgação de uma revisão do crescimento do PIB de 1,2% no segundo trimestre. Anteriormente na semana, a Alemanha havia confirmado um crescimento de 2,2% da sua economia, contudo as acções europeias não resistiram à divulgação dos péssimos indicadores no sector imobiliário no outro lado do oceano atlântico. Os investidores, nervosos, recolheram aos refúgios habituais… franco suíço, ouro e prata. Por cá, o índice nacional PSI20 terminou a semana praticamente inalterado face ao fecho da semana anterior.
ÁSIA A generalidade dos índices asiáticos desvalorizou na semana, penalizados pela incerteza em torno da recuperação económica mundial. O principal índice nipónico – Nikkei – perdeu 2.1% na semana, negociando abaixo dos 9 mil pontos. Em 2010, este índice acumula uma desvalorização de 14.7%. Na China, o índice da bolsa de Xangai caiu 1.2% na semana e desde o início do ano acumula uma perda de 20.3%. Em 2010, as bolsas da Tailândia e da Indonésia lideram a tabela de ganhos com valorizações respectivas de 22,6% e 22,5%. CAMBIAIS A moeda japonesa – JPY - esteve no centro das atenções dos investidores ao atingir novos máximos de 15 anos face ao USD e de 9 anos face ao EUR. O Iene tem beneficiado do medo dos investidores que, por via do processo de redução de risco ou de desalavancagem, têm estado fechar posições no mercado, comprando moeda nipónica. A moeda única, teve uma semana tranquila, negociando no intervalo dos 1.2600 a 1.2770 face ao USD. O EUR valorizou 0.2% face ao USD, terminando a semana na casa dos 1.27.
PETRÓLEO O petróleo atingiu esta semana o valor mais baixo das últimas 16 semanas, ao negociar em Nova Iorque, na casa dos 73 dólares. As perspectivas de abrandamento ou mesmo de interrupção da retoma económica, têm estado a reflectir-se na quebra de consumo de petróleo e a levar os investidores a anteciparem que as reservas de crude continuem a crescer nos EUA. Na semana que terminou, as reservas norte-americanas atingiram o valor mais alto dos últimos 20 anos (1,14 mil milhões de barris). METAIS PRECIOSOS Os metais preciosos brilharam na semana. A prata destacou-se dos restantes metais preciosos ao valorizar mais de 6%. O Ouro negociou em alta pela quarta semana consecutiva, tendo terminado a semana na casa dos 1.230 USD/onça, com um ganho de 0.75%. EUROPA Esta semana, serão divulgados vários indicadores da zona euro relativos ao mês de Agosto: na 2ªf., o sentimento económico; na 3ªf., a taxa de desemprego e o índice de preços no consumidor; na 4ªf., o índice da manufactura; na 5ªf., o PIB preliminar do 2ºtrim. e ainda a reunião do BCE. Na maior economia da UE – a alemã - serão divulgados dados das vendas a retalho na 2ªf. e a tx. de desemprego na 3ªf..
EUA Os principais dados económicos desta semana serão: na 2ªf. o rendimento dos particulares obtido de várias fontes; na 3ªf. a confiança dos consumidores; na 4ªf., o índice da manufactura e do investimento no sector da construção; na 5ªf. as encomendas industriais e os pedidos iniciais de subsídio de desemprego relativos à semana anterior, e finalmente, na 6ªf. o relatório do emprego (de Agosto).
ÁSIA No Japão, os principais dados económicos serão divulgados na sessão de 3ªf.: Vendas a retalho e produção industrial, ambos relativos ao mês de Julho.
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