O Primeiro Ministro George Papandreou decidiu serem os gregos a votarem o plano de resgate – uma decisão que chocou os mercados, enfureceu os líderes Europeus, e colocou em causa a adesão da Grécia à Zona Euro. Os líderes de França e Alemanha reclamaram que a Grécia estava a tentar recusar o acordo de resgate de 130 mil milhões de euros que tinha sido aprovado apenas uma semana antes. E agora é mais do que apenas o destino da Grécia, mas de toda a Zona Euro. As obrigações italianas caíram, com as yields a subirem 450 pontos base.
O que os líderes Europeus recusaram em considerar a criação de uma dívida única e insistindo na austeridade que arrisca em colocar a Grécia numa guerra civil ou uma dramática mudança de uma política nacionalista, como foi o caso com Hitler quando a pressão de uma austeridade semelhante foi implementada na Alemanha, está a colocar toda a Zona Euro em risco. A oposição grega exigiu eleições antecipadas e os mercados financeiros reagiram mal. As cotações das acções de bancos mergulharam à medida que os investidores fugiam para “portos seguros”, em obrigações do governo Alemão. Os esforços por parte do BCE em segurar as obrigações italianas falharam completamente, mostrando que “o rei vai nu”.
O Presidente Francês Nicolas Sarkozy e a Chanceler Alemã Ângela Merkel simplesmente não percebem que os riscos que estão a correr podem levar à total desintegração da Europa. Não podem “chutar” os Gregos quando eles estão em baixo forçando a austeridade em vez de uma reforma estrutural com vista ao estímulo das empresas privadas afastando esse trabalho do Governo. É difícil para os Americanos entenderem, porque estão sobrecarregados com impostos sobre imóveis. Este tipo de tributação está entre as piores. Se perderem o emprego e tiverem a casa paga, são atirados para a rua porque o governo ainda exige impostos. Não existe liberdade. A casa nunca é o castelo porque o governo pode tirar num piscar de olhos. Os Gregos não tinham este imposto. Graças à crise do Euro, o desemprego está a aumentar e agora eles insistem em impostos sobre a propriedade que resultará em tornar muitos gregos em autênticos sem-abrigo. É esta a solução para salvar os mercados de obrigações?
A maioria dos europeus diz que os gregos “devem estar loucos” e nunca olham para o outro lado da moeda. Nada disto está a funcionar, e se o resto da Europa afastar a Grécia para fora da Zona Euro, ou os Gregos cortam o cordão a si mesmos, os mercados estão a mostrar que acreditam que a Itália e, em seguida, a Espanha, vão ser os próximos. A Europa está a desintegrar-se e à medida que isto for avançando, as exportações Alemãs para a Europa também vão colapsar e enviar a Alemanha para um buraco, também.
A Europa deveria considerar desligar o fluxo monetário que está a manter a Grécia à tona. A Grécia nesta altura deverá falir e reestruturar a sua economia a partir do zero. A Europa simplesmente não compreende e nunca irá criar uma dívida única para coincidir com a moeda única que iria permitir manter a unidade económica, e cada estado membro daqui para a frente ficaria sozinho em empréstimos futuros. Esta é a ÚNICA forma de salvar a Europa como um todo.
As acções europeias sofreram quedas acentuadas e penalizaram o euro. Normalmente o mercado de acções sobe à medida que a moeda cai numa crise de dívida soberana. Agora, o capital está a fluir para o dólar e obrigações alemãs. Há um risco nas acções europeias, onde as empresas dependentes do comércio europeu podem perder se a Europa abrir as barreiras comerciais. As acções de empresas europeias vão exigir um exame minucioso de classificação, para se separar o trigo do joio.
A possibilidade de uma falência desordenada na Grécia espalha-se, como uma tentativa do BCE em evitar o contágio da crise da dívida, está a revelar-se a verdade da Europa, tal como os Japoneses ficaram à espera das promessas do Governo de suportar os mercados, que se revelaram um fracasso. Agora, o Japão está a intervir para evitar que a subida do iene prejudique as exportações e piore a economia. Enquanto isso, os Bancos da Zona Euro expostos à Grécia e outras economias problemáticas caíram acentuadamente, como o Unicredit, que caiu mais de 12,5% e na França, o Credit Agricole, que caiu quase 10%.
Papandreou, líder do partido socialista grego, sofreu várias acusações de defecção pelo partido, dizendo que precisava de um apoio político mais amplo. Os políticos têm que se afastar porque apenas votam para manter o seu próprio poder e manter o jogo da dívida a andar, sem qualquer consideração acerca do que estão a fazer. Isto envia, sem dúvida, uma onda de pânico por detrás da cortina entre os líderes do G20 reunidos em França tentando convencer a China a lançar uma tábua de salvação financeira na zona euro. Se a China o fizer, o mundo inteiro estará em risco, porque não há sustentabilidade a longo prazo para este sistema de empréstimos perpétuo sem intenção de alguma vez ser pago.
Os líderes dos EUA e os economistas estão a andar no escuro porque não compreendem que a agenda Marxista-Keynesiana está morta. Em 1931, o primeiro a cair foi a Áustria. Os EUA não estão imunes a uma falência da Grécia porque eventualmente acabará por se tornar num contágio o derrube da Itália e Espanha, e em seguida, o capital vai olhar em volta e perguntar quem é o próximo.
Estamos num ponto de não retorno. A maioria dos políticos são advogados. Nem empresários são. Não têm ideia do que estão a fazer e rezam para que a economia saia fora desta bagunça e tudo acabará, voltando novamente tudo ao mesmo, aos empréstimos, como de costume.
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