A China deverá tornar-se o segundo maior mercado consumidor em 2015 e em 2020 o consumo da China deverá corresponder a 22% do consumo mundial, apenas atrás dos EUA, com 35%. A transição esperada de uma economia de investimento levou a um modelo focado no contínuo crescimento económico.
O McKinsey Global Institute projecta que a classe média na Índia irá crescer para 583 milhões de pessoas nas próximas duas décadas. Ao mesmo tempo, o país vai subir de 12º para 5º maior consumidor.
Os Africanos, numa base per capita, são mais ricos que os Indianos e em 12 estados africanos têm um rendimento nacional bruto superior ao da China.
Hoje, África tem 14% da população mundial e em 2050 uma em cada quatro pessoas será Africana – até 2027 África terá mais pessoas que a China ou a Índia.
Ao longo dos últimos anos, os ciclos económicos das economias desenvolvidas têm-se desligado dos ciclos do mundo em desenvolvimento. A crise nos EUA ou na Europa não afecta ao desenvolvimento em África, Índia ou China, ao contrário do que muitos acreditam. Isto porque houve uma mudança no comércio mundial com os países em desenvolvimento a interagir cada vez mais entre si em vez dos seus velhos parceiros, as nações desenvolvidas.
Exemplos:
Países do BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China Países CHIME: China, Índia, Médio Oriente Grupo MENA: Médio Oriente e Norte de África GCC: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Bahrein e Omã ASEAN: Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Birmânia, Camboja, Laos e Vietname.
Está definido o comércio mundial. A Indonésia, em breve, será adicionada ao grupo CHIME.
Índia Depois de atingir os 60 mil milhões em 2010, o comércio bilateral com a China deverá alcançar $70 mil milhões em 2011 e até $100 mil milhões até 2015. Um acordo de comércio justo entre a Índia e o Paquistão tem sido chamado de histórico. A Índia também tem tentado estabelecer contactos com os seus vizinhos da região: Afeganistão, Nepal, Bangladesh, Birmânia e Sri Lanka numa base comercial.
Actualmente o comercio intra-região, com $5 mil milhões, representa apenas 5% do total do comércio de mercadorias. Um relatório do Banco Mundial publicado no ano passado, estima que o intra-comércio pode crescer para $20 biliões.
O Acordo de Comércio Livre assinado em Agosto de 2009 com 11 países membros da ASEAN tornou-se operacional em 2010 e vai acabar com tarifas de importação em mais de 80% dos produtos comercializados entre 2013 e 2016.
África Entre os principais parceiros de África, em termos de volume de comércio bilateral estão a China, Brasil, Índia, Coreia do Sul e Turquia. O comércio de África com países emergentes dobrou para 40% do seu volume de comércio total. Em 2009, a China ultrapassou os EUA como parceiro comercial de África.
ASEAN É o terceiro maior parceiro comercial da China. As importações e exportações somaram $171 mil milhões no primeiro semestre de 2011, um aumento de 25,5% desde o final do primeiro semestre de 2010. Com um PIB de $1,7 triliões e 591 milhões de pessoas, a ASEAN tem celebrado acordos de comércio livre com a China, Índia, Coreia, Austrália e Nova Zelândia.
Liga Árabe O comércio da China com os países árabes está a crescer em 30% ao ano.
Irão Quando o ano civil em curso iraniano terminar, o comércio anual entre o Irão e a China será de $42 mil milhões. A China é o maior comprador de petróleo do Irão.
Ascenção do Yuan Os mercados emergentes estão cada vez mais a denominar contratos comerciais em moedas que não o dólar. Por causa das suas aspirações internacionais e do rápido crescimento dos negócios realizados em Yuans, em Março deste ano, o Banco Industrial e Comercial da China criou o seu primeiro centro de processamento de Yuans no exterior, em Singapura. O Yuan chinês ou Renmimbi, actualmente não pode ser usado como moeda de reserva por duas razões:
O Governo chinês mantém controlos de capital sobre a conversão da sua moeda; A moeda chinesa não é atractiva para os bancos centrais terem como reserva, precisam de desenvolver um mercado forte de obrigações.
Enquanto a moeda chinesa será cada vez mais utilizada para liquidar o comércio entre nações emergentes, a China ainda não está pronta para ligar o Yuan a uma moeda de reserva global, tal como o Euro ou o Dólar… mas os primeiros passos estão a ser dados.
Conclusão O super ciclo das commodities baseia-se na suposição de que: 1 – O crescimento da população vai levar à industrialização, urbanização e construção de infra-estruturas; 2 – O aumento dos padrões de vida leva ao consumismo e dietas de proteínas. Isto apoia a longo prazo a procura e preços mais elevados para as commodities industriais e agrícolas. Os países em desenvolvimento como a China, Índia, Rússia, a Liga Árabe, a ASEAN, incluindo Indonésia, América latina e muitos países de África representam uma grande percentagem da população mundial e dos seus recursos naturais.
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