A incessante busca mundial por novas reservas de petróleo combinada com a tecnologia para impulsionar muitos países a investigar os seus recursos offshore na sua “Zona Económica Exclusiva” (ZEE) definida pela Convenção das Nações Unidas em 1982, o Direito do Mar estende até 200 milhas náuticas da costa de uma nação.
As dificuldades surgem em zonas marítimas congestionadas em que a sobreposição de interesses cria atritos entre países. Umas das áreas mais contestadas no mundo actual são as águas que rodeiam as ilhas Spratly, a Sul do Mar da China.
As ilhas Spratly, que são compostas por mais de 750 ilhas e ilhotas, têm a sua ZEE reclamada pela China, Filipinas, Taiwan, Vietname, Malásia e Brunei. Embora não haja nativos da ilha, cerca de 45 ilhas do arquipélago são ocupadas por forças vietnamitas, chinesas, de Taiwan e Filipinas, todas determinadas a fazer valer as suas reivindicações de “nações de soberania”. Tendo em conta os recursos potenciais, a possibilidade de confrontos é significativa, situação que já está a ocorrer.
Na quarta-feira passada, as Filipinas fizeram um protesto formal à China sobre as suas intenções de situar uma plataforma petrolífera em águas contestadas a Sul do Mar da China.
A questão é um emaranhado complexo de direito internacional, uma vez que a China reivindica todas as ilhas Spratly e Paracel no Mar da China, bem como as águas adjacentes. As Filipinas sustentam que qualquer construção na área viola um acordo de 2002 assinado pela China e 10 Estados-Membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
A disputa de Spratly tem enormes implicações para a procura mundial de hidrocarbonetos. O elevado poder económico e militar da China fazem desta o poder dominante na disputa, mas é de lembrar que a China e o Vietname travaram uma guerra fronteiriça muito sangrenta em 1979. É do interesse do mundo apoiar uma solução diplomática para o problema, que, se bem sucedida, poderia servir como modelo para a resolução de outras disputas marítimas, nomeadamente a repartição equitativa das águas marítimas do Cáspio, questão ainda não resolvida desde o colapso da URSS em 1991.
Esta situação parece-me ser preocupante, na medida em que envolve países que têm um peso significativo na Economia Mundial, como é o caso das grandes Economias Emergentes. Apesar de não ser uma notícia muito divulgada na comunicação social, na Altavisa procuramos estar sempre informados sobre todas as condicionantes que podem alterar os mercados de forma a proteger sempre o capital dos nossos clientes. Invista com quem se dedica de forma incondicional a rentabilizar o seu capital. Invista com a Altavisa!
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