No mundo empresarial e nos mercados financeiros todos os investidores procuram maximizar os seus lucros. No entanto, este objectivo de maximização do lucro tem sempre associado um preço económico, social e/ou ambiental.
Por isso, os governos e os agentes económicos das economias mais desenvolvidas desde cedo manifestaram uma preocupação e uma sensibilidade acrescida para os custos sociais desses preços – daí que tenha surgido a expressão “Responsabilidade Social”.
A responsabilidade social surgiu assim na década de 50 nos EUA e na Europa, nos anos 60, como um factor decisivo para o desenvolvimento e crescimento das economias.
De acordo com o Livro Verde da Comissão Europeia (2001), a responsabilidade social é um conceito segundo o qual, as empresas decidem, numa base voluntária, contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo. Com base nestes pressupostos, a gestão das empresas não pode, e/ou não deve, ser norteada apenas para o cumprimento de interesses dos proprietários das mesmas, mas também pelos de outros detentores de interesses como, por exemplo, os trabalhadores, as comunidades locais, os clientes, os fornecedores, as autoridades públicas, os concorrentes e a sociedade em geral. Ainda segundo este Livro Verde para a responsabilidade social das empresas, as organizações “responsáveis” devem seguir um modelo de gestão baseado no ‘triple bottom line’, também conhecido por 3 P’s, que tem em consideração o impacto económico (profit), social (people) e ambiental (planet) de todas as actividades da empresa.
Os Investimentos Muitos investidores ainda encaram os investimentos socialmente responsáveis como algo em que, deliberadamente se decide sacrificar ou prescindir de uma parte dos lucros, em prol de valores éticos pessoais. No entanto, esta perspectiva tem vindo progressivamente a mudar com a possibilidade de se fazerem investimentos socialmente responsáveis e ao mesmo tempo lucrativos para os investidores.
Nos mercados bolsistas, é facilmente perceptível a evolução que tem ocorrido ao nível da preocupação dos gestores com os factores de responsabilidade social e de sustentabilidade económica, pela criação e desenvolvimento de inúmeros fundos de investimentos mobiliários, como por exemplo:
- Fundos éticos: estes fundos surgiram há mais de 20 anos no Canadá, e foram os pioneiros na selecção de acções de empresas que combinam boas performances financeiras com boas práticas ambientais, sociais e de governação empresarial. Estes fundos têm procurado mitigar os riscos potenciais e proporcionar aos seus investidores retornos sustentados de longo prazo;
- Fundos de acções de empresas do sector das energias limpas e renováveis: com o preço do barril de petróleo a negociar acima dos 100 dólares e com a procura crescente de energia nas economias emergentes, os investimentos nestes fundos assumem cada vez mais um cariz estratégico. A procura crescente de novas fontes de energia limpa é por isso uma realidade e uma tendência de futuro.
- Fundos de acções de empresas que operam no sector da água e de tratamentos resíduais: os investimentos no sector da água constituem investimentos de futuro, uma vez que toda a vida do planeta terra depende da água. Os inúmeros desastres e catástrofes naturais que têm ocorrido nos diversos continentes, fazem com que a água potável – um activo geoestratégico – seja um bem escasso e por isso com tendência para valorizar.
Para o investidor comum, a grande dificuldade resulta na selecção dos investimentos que melhor combinam as suas preocupações sociais e ambientais com os seus interesses económicos. De modo a dar resposta a essa dificuldade, a equipa de gestão Altavisa disponibiliza aos seus investidores uma selecção de fundos negociados em bolsa (Exchange Traded Funds) socialmente responsáveis e que integram os valores do desenvolvimento sustentável.
|