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A economia chinesa cresceu 8,9% no terceiro trimestre do ano face a igual período do ano anterior, o ritmo mais elevado do último ano.
Este crescimento reflecte o plano de estímulo económico implementado no país e o nível recorde de cedência de crédito por parte da banca. Li Xiaochao atribuiu o resultado ao “continuo cumprimento” do pacote de estímulos no valor de 4 biliões de yuan (400.000 milhões de euros) adoptado há um ano pelo governo chinês para enfrentar a crise económica global.
Surge agora o receio de que o crescimento chinês leve os responsáveis de Pequim a retirar os seus pacotes recorde de estímulos orçamentais e monetários, bem como uma possível subida dos juros, de modo a conter a inflação.
A última vez que a economia chinesa cresceu abaixo dos 9 por cento foi no ano 2000, quando o aumento do PIB se situou nos 8,4 por cento.
Em 2008, o crescimento foi de 9 por cento e no ano anterior chegou aos 13 por cento. Desde o início da política de “Reforma e Abertura”, lançada há três décadas sobre a direcção de Deng Xiaoping, a economia chinesa cresceu em média 9,8 por cento ao ano, um desempenho considerado inédito na História moderna.
A China já é a terceira maior economia do mundo, a seguir aos Estados Unidos e ao Japão, e alguns analistas prevêem que este ano possa subir ao segundo lugar.
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