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O Banco Central da Austrália subiu inesperadamente a taxa de juro de referência de um mínimo de 49 anos e sinalizou novas subidas nos próximos meses, à medida que vão surgindo sinais de que a economia está a ganhar força. O governador do Banco de Reservas, Glenn Stevens, aumentou a taxa de juro para 3,25% de 3%, em Sidney. A divisa australiana subiu para máximos de 14 meses, depois o país ter sido o primeiro do Grupo dos 20 a aumentar o custo de contrair empréstimos desde o início da crise financeira, há mais de um ano.
O aumento da oferta de postos de trabalho, as vendas a retalho e os preços das habitações, além do aumento da confiança dos consumidores e dos negócios suportam a perspectiva de Stevens de que “a base para determinar um ambiente de taxas de juro tão baixas está ultrapassado”.
Para permitir que o país escapasse à recessão, o Governo australiano gastou cerca 35 mil milhões de dólares em ajudas à economia, onde se destaca a atribuição de ‘cheques’ de ajuda aos pensionistas e às famílias de menores rendimentos, e um vasto plano de obras públicas. Foi desta forma que no primeiro trimestre a economia australiana cresceu 0,4 por cento e no segundo 0,6 por cento. A ajudar a economia australiana esteve também o seu forte sector mineiro que consegui escapar à crise face à contínua procura por parte da economia chinesa.
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