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De acordo com declarações dadas pelo Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD), as economias emergentes da Ásia crescerão 3,9% em 2009, acima dos 3,4% previstos, excepto China e Índia, que deverão crescer 8,2% e 6%, respectivamente.
O Banco, no seu boletim semestral, também reviu em alta de seis para 6,4% as previsões do crescimento das economias asiáticas em 2010. Segundo o economista-chefe do BAD, Jong-Wa Lee, "apesar do agravamento das condições económicas mundiais, os países em desenvolvimento da Ásia encabeçarão a recuperação mundial".O BAD alertou que a recuperação é ainda débil e que, portanto, existe um risco de fraquejar, se as políticas financeiras não incluírem medidas de apoio fiscal e monetário.
O boletim do BAD refere ainda que, em 2009, a economia da China registará um crescimento de 8,2%, acima da previsão de 7% que a entidade bancária lançou em Março. Em 2010, o crescimento da maior economia da Ásia deverá situar-se em 8,9%. Para contrariar a maior caída das suas exportações em duas décadas, principal causa do seu menor crescimento, a China destinou cerca de 586 mil milhões de dólares a medidas que pretendem estimular a sua economia. Durante o primeiro semestre, a inversão na China representou 7,1% do crescimento económico registado nesse período. Os governos de países como a Coreia do Sul, Singapura e Tailândia aprovaram uma série de medidas para estimular o consumo interno. Em conjunto, e excluindo a China, os países da região lançaram iniciativas nesse sentido, dotadas com 700 mil milhões de dólares.
No que respeita à economia da Índia, que durante o primeiro trimestre se estimou que cresceria 5% em 2009, crescerá agora 6% e alcançará os 7% em 2010, de acordo com as previsões do BAD.
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